Infestação de moscas ameaça produção de carne e leite em MS

Pecuaristas estão preocupados com a proliferação da mosca de estábulo.
Ataque do inseto prejudica o rendimento dos animais.

Do Globo Rural

Quem vê o rebanho junto nem imagina que esta é uma forma de defesa do gado contra a mosca de estábulo. O inseto deixa os animais inquietos e irritados e também é conhecido por mosca do bagaço e bironha, dependendo da região brasileira.
Em algumas fazendas, a infestação ameaça a produção de carne e leite. Em uma delas, que fica no município de Nova Alvorada do Sul, a 100 quilômetros de Campo Grande, Ruth Barbosa cria mais de 700 animais.
O ideal seria que eles ficassem soltos no pasto, porém, nos últimos meses, o que se vê é o gado aglomerado. “A consequência disto é que o gado não consegue pastar, fica se debatendo e não dá o leite suficiente para alimentar os bezerros”, explica.
A mosca de estábulo alimenta-se de sangue e o que a diferencia da mosca doméstica é uma espécie de tromba para picar os animais. A picada da mosca dói muito e causa feridas.
De acordo com pecuaristas, a mosca de estábulo sempre existiu na região, mas o problema ficou mais grave depois que uma usina de cana passou a despejar vinhaça no solo.
A vinhaça é um subproduto do processo de fabricação de álcool. É composta, entre outros elementos, por água, potássio e restos de cana-de-açúcar. Em geral, o vinhoto, como também é conhecido, é usado como adubo.
Técnicos da usina afirmam que a aplicação de vinhaça no solo está dentro dos parâmetros exigidos pelas autoridades ambientais e algumas medidas estão sendo tomadas para minimizar o problema.
Nas fazendas, a recomendação de Paulo Cançado, veterinário da Embrapa, é ficar bastante atento à higiene das instalações. É fundamental limpar os currais e remover a sujeira dos cochos.